Grão-de-bico

O grão-de-bico (Cicer arietinum L. - "grão cuja forma se assemelha à cabeça de um carneiro") é originário da região sudeste da Turquia, de onde se difundiu para a Índia e Europa. Foi introduzido na Península Ibérica durante o domínio árabe iniciado no séc. VIII e levado ao Brasil pelos colonizadores portugueses no séc XVI. Com a imigração espanhola e árabe no final do século XIX o cultivo e o consumo do ingrediente cresceram notavelmente. 
O “grão da felicidade”, como é conhecido na cultura árabe, é uma leguminosa anual muito utilizada na cozinha vegetariana. O grão-de-bico é uma boa fonte de sais minerais, vitaminas, amido, proteína vegetal, reduz o nível do colesterol e "é rico em triptofano, um aminoácido essencial para a produção de serotonina, um neurotransmissor que atua no cérebro regulando o sono, o humor, o apetite, entre outros". (Lucimeire Pilon, pesquisadora da Embrapa) 
Os grãos inteiros - ótimos substitutos do feijão - são normalmente consumidos cozidos, em guisados de carnes e verduras. A farinha é utilizada para a preparação de massas, sopas, bolos, doces, pães e alimentos infantis. O grão-de-bico é bem adaptado a clima seco e ameno, mas pode ser cultivado na primavera e no verão em regiões temperadas, ou no inverno em regiões tropicais. È a quinta leguminosa mais cultivada no mundo depois da soja, amendoim, feijão e ervilhas. O Brasil importa uma grande quantidade do México e da Argentina pois a produção nacional, concentrada no sul do país, é insuficiente para atender ao consumo interno. 

Fontes: 
• "Prosa Rural", programa radiofônico realizado pela "Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária" (Embrapa).  
Enciclopédia de Nutrição Nestlé online 
Postado em : 11 Novembre 2013
Última atualização : 18 Luglio 2018
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